Missa da Divina Misericórdia e do Dízimo é Celebrada na Matriz São José

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Foi celebrada pelo Pároco José Milton dos Reis, dia 08 de abril, Segundo Domingo da Páscoa, a Missa da Divina Misericórdia e do Dizimo. O Senhor aparece Ressuscitado e envia o Espírito Santo.

O Apóstolo Tomé, que não estava presente quando Jesus apareceu pela primeira vez, não quis acreditar no que os outros contavam. Para ele, só vendo e tocando em Jesus é que poderia acreditar no que lhe diziam. “Se eu não lhe vir nas mãos às marcas dos pregos, se não colocar o dedo na marca dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei”, disse Tomé. A reação de Tomé é muito parecida com a do homem moderno que só aceita aquilo que vê, toca e quer provas para acreditar. Também muitos de nós sentimos por vezes que a nossa fé vacila, gostaríamos que fosse mais viva. Às vezes também desejamos que o Senhor nos dê provas, porém o que acontece é que andamos desatentos à Sua passagem e, ignoramos a Sua presença em tantas situações da nossa vida.

Padre José Milton comentou que domingo é o dia que o Senhor fez para que nos alegremos e nele exultemos. O domingo é o dia do Senhor, é o dia em que Deus reservou para estarmos com Ele e ser fortalecidos no seu amor. Nosso Deus é o Deus da vida, nos criou e não nos abandona. Nós é que muitas vezes tomamos outros caminhos, estamos feridos pelo pecado e, não nos dispomos a caminhar para o amor e a paz. Deus é sempre fiel no amor. Deus na sua infinita misericórdia vem em nosso socorro. Jesus é a misericórdia do Pai, porque vem em socorro do caído, vem nos levantar por causa de nossas misérias. Muitas vezes vivemos na miséria, caídos machucados, feridos, desanimados por causa de nossas fraquezas, por causa da maldade do mundo, por conta de nossos medos, maus desejos e pensamentos.

“Jesus é Deus conosco. É misericordioso e vem para nos levantar. Celebramos a vitória de Jesus na Páscoa, quando entregou- se a morte e, morte de Cruz para pagar o preço do nosso resgate e abrir para nós as portas do céu. Ouvimos no Evangelho (Jo 20,19-31) de hoje que os discípulos estavam reunidos com as portas fechadas. Portas fechadas porque aqueles dias foram difíceis para os apóstolos. Conviveram com Jesus, viram os milagres e tanta coisa que Ele ensinou. Mas, mesmo assim mataram Jesus. Eles mesmos naquela hora mais difícil fugiram, um traiu, outro negou e outros se esconderam. Mas os momentos que viveram com Jesus não dava para tirar do coração e por isso estavam reunidos, pois Jesus tinha reascendido neles o desejo da fé, da esperança, de caminhar para a vida. Mas, estavam com medo, pois se mataram Jesus o que fariam com eles. E, De repente Jesus aparece e diz “a paz esteja convosco” e depois assopra e diz; “recebam o Espírito Santo (a força, a coragem, a sabedoria de Deus que estava com Jesus). Os discípulos o traíram, abandonam , fugiram estavam tristes, abatidos, na miséria, mas Jesus vem ao seu encontro, não para condená-los mesmo não tendo sido fiéis, mas para ter a certeza que estaria com eles através da força do Espírito Santo. Ás vezes, assim também somos nós parece que ninguém nos compreende. Quem mais amamos nos trai, que nada dá certo e, temos vontade de fazer como dizem os antigos enfiar “a cabeça no buraco”. Deus não nos quer sofrendo é nosso salvador. Queremos neste dia pedir: vem Senhor ficar comigo, curar as feridas do nosso coração, curar os maus pensamentos, os maus desejos. Vem reascender em nosso coração as chamas do amor. Queremos que Jesus seja nosso Pastor. Não vamos procurar socorro em tantos outros lugares, só Jesus é o Senhor e precisamos buscá-lo mesmo na dor, no sofrimento sendo fiel ao que ele pediu: “Se alguém ouve minha palavra e guarda no coração, Eu e o Pai viemos e fazemos morada”, finaliza Padre Milton dizendo em sua homilia.

Por Vânia Abdala

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