4º Retiro das Santas Missões Populares foi realizado no último sábado

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O 4º Retiro Missionário foi realizo dia 17, no salão de eventos da Fazendinha o qual contou com a participação dos coordenadores de comunidades e membros das pastorais e movimentos. O Retiro apresentou aos participantes estratégias para o espírito missionário.
Após o momento inicial de oração feito pelo pároco Padre José Milton dos Reis foi relembrado alguns pontos como, o que é ser Cristão, mudança de atitude e como ser um verdadeiro missionário e discípulo de Jesus.

Segundo o Pároco, para ser cristão é necessário renovar a história de fé e compromisso batismal, mudando de atitude levando cada uma a viver a verdade de Cristo e, se colocar a caminho sendo missionário e discípulo de Jesus. Ser discípulo é disciplinar, ou seja, se esforçar para se assemelhar a Jesus. Jesus é o grande Missionário do Pai que se coloca a serviço do Reino. Será que nós como Cristãos estamos sendo discípulos de Jesus?
Padre Leandro José de Melo iniciou o momento de palestras refletindo como o mundo atual vem influenciando na vida familiar e paroquial.

“O homem conquistou muitos recursos e avanços tecnológicos. Atingiu o mundo e o espaço, mas como está a relação humana? Hoje vemos pessoas frágeis, falta evolução no campo das virtudes e nas relações pessoais. O Concílio do Vaticano II fomentou na Igreja e o Papa João XXIII também citou “É preciso que a Igreja olhe para o mundo”. O Papa Francisco diz que “A Igreja está ferida com o seu povo”, ou seja, a Igreja se compactua com o sofrimento do povo. Estamos em meio a uma sociedade marcada pela fragilidade, aonde vem se perdendo os valores, onde o que se afirma hoje, amanhã já não mais tem valor, perde-se a solidez. Precisamos perceber a realidade em que vivemos, pois somos a todo o momento iludidos pelas “curtidas” das redes sociais, pelas falsas promessas, pelas músicas e meios de comunicação que, muitas vezes querem impor verdades de pessoas sem valores, sem conteúdo, pobres na fé e conhecimento da palavra de Deus, ou seja, seres humanos de Cristal, com apenas aparências.

“Estamos de um lado com tantas conquistas e tecnologias e, de outro com pessoas desanimadas, frágeis, desumanizadas, sem fé por falta de informação”, comenta o Padre.

Ele disse que Cristo foi chamado para santificar o mundo e para isso é preciso se santificar também. Nós como missionários temos que sair de casa e colocar a disposição nossos dons e que unidos a Cristo através do dom de sua palavra e testemunho formamos o grande corpo. Mas para robustecer esse corpo na fé, no conhecimento da palavra e sermos verdadeiros missionários precisamos conhecer e viver o sonho e projeto de Deus. Precisamos perceber o meio e olhar as coisas com o olhar de Deus sabendo discernir o certo do errado, o verdadeiro do falso e evangelizarmos verdadeiramente. Precisamos deixar a competição, o egoísmo, o egocentrismo e a modelo de Madre Tereza nos perguntar: o que é necessário mudar? A resposta dela é simples Eu e Tu, primeiro precisamos mudar dentro de nós, precisamos TER a docilidade do Espírito, ACREDITAR no tempo de Deus e ter a esperança que um mundo novo é possível.

No mundo em que as pessoas vão perdendo o sentido das coisas, vivendo em função de ideais, Deus como antigamente nos chama para rever o significado que estamos dando à vida. “Eu vi o sofrimento do meu povo e vim para ajudar, vou operar maravilhas através de você”. 

“Assim também como no passado, hoje Deus continua agindo e nos chamando a mudança. Quantos missionários saíram nas ruas para visitas, quantos encontros foram realizados, quantas orações foram feitas na Semana Missionária. Nós como missionários somos instrumentos de Deus, recebemos um chamado e precisamos corresponder caminhando nesta vida para a santidade. na medida em que nos dispomos o Espírito Santo nos faz compreender, nos dá força, mas, para isso precisamos ter atitude como Maria e dizer: “Faça segundo a tua vontade””, acrescenta.

Padre José Milton iniciando a segunda palestra disse que ser santo é aceitar o chamado de Deus e ser sua imagem e semelhança, é buscar a eternidade com gestos e atitudes. 

“A santidade é um mosaico de pequenas atitudes. Devemos ter a exemplo de São Paulo um coração paciente, solidário, compreensivo, que tudo perdoa tudo suporta e nada espera em troca. Amar é querer ter atitudes que promovam a paz, a solidariedade. Assim eu vou me formando e o outro vendo isso em mim também muda trazendo a esperança. Mas para isso é necessário que tomemos consciência da realidade que vivemos, tomar consciência que o outro também é chamado, precisamos de dons e talentos e nessa dinâmica caminharmos para a santidade. Precisamos ajudar e mostrar o caminho, com isso vamos crescer com o outro”, explica.

Padre Milton disse ainda que num mundo tão materialista em que estamos vivendo, o individualismo vai deixando as pequenas atitudes de lado e vamos perdendo a essência. Nada mais é pecado e tudo pode e, não se mede as consequências. O que se quer é, viver o agora, tudo em função do "Meu" querer ou até mesmo de “um querer” muito bem formulado pelas estrutura política social fora do projeto de Deus.

“As coisas do mundo são boas, o conhecimento é necessário, mas não podemos deixar que isso impeça o nosso crescimento e do outro. Não podemos deixar as coisas do mundo ocuparem o lugar das coisas e valores de Deus. Jesus é o Caminho a Verdade e a Vida, Ele é nossa direção e, é para Ele que devemos voltar nosso olhar. Deus amou tanto o mundo que mandou seu filho único não para nos condenar mas, para salvar e todo aquele que Nele crê terá a vida. Crer é conhecer, admirar e seguir, finaliza o Padre.

Por Vânia Abdala

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